Luiz Toledo de Sá
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Luiz Toledo de Sá, nascido em Aracitaba, na época, distrito de Santos Dumont/MG e atualmente cidade, é filho de agricultores, sendo o oitavo de uma prole de 13 filhos. Desde cedo, trabalhou com os pais na roça, que nunca produzia para o sustento da família e muito menos para indumentária. Só conheceu calçado depois de adulto e ia descalço até mesmo na escolinha, que estudava com uma professora leiga. A escola só tinha curso até a 3ª série primária.

Luiz sempre tendeu para a pesquisa conseguindo sempre uma árvore frutífera exótica na chácara de seus pais, herança dos seus avós maternos.

Na guerra de 1945, quando tinha quatro anos foi entregue aos cuidados de outros, devido à dificuldade de sobrevivência de seus pais com outros irmãos, sendo vitimado por bronquite e raquitismo e só conseguindo dar os primeiros passos aos cinco anos de idade. Aos 18 foi selecionado para o Serviço Militar, quando pela primeira vez, calçou um grosseiro sapato do exército. Como resultado teve ferimentos abertos nos pés que inflamados e com alta febre em conseqüência, levou-o à internação hospitalar. Após o cumprimento do Serviço Militar voltou para a lavoura, para a capina do chamado - naquele tempo - "janeiro do café", roçando pasto para o vizinho, conseguindo assim o dinheiro da passagem para Volta Redonda, onde aí já residiam uma irmã e um irmão. Para tirar fotografia para os documentos pediu ajuda financeira na rua por inibição de pedi-la aos irmãos.

Após passar por várias empreiteiras à procura de serviço foi até à Companhia Siderúrgica Barra Mansa, situada no bairro Saudade, conseguindo contrato de servente para trabalhar na Aciaria (forno de aço), em regime de turnos. Por não ter recursos financeiros, nos primeiros dias veio a pé, para a casa da irmã, em Volta Redonda cujo trajeto levava cerca de duas horas. Na primeira semana foi razoável; na segunda, saia às 23 h e na 3ª, conseguiu uma pensão com um quarto em crédito até o 1º pagamento. Em agosto de 1961, por incentivo do seu colega Hermínio fez uma prova para trabalhador (cargo menor que servente) na CSN onde foi admitido em 04/09 do mesmo ano onde ficou até 1990 passando por servente, eletricista, professor e terminando como Analista de Treinamento, obtendo, nestes 30 anos, cinco prêmios em dobro por bons serviços prestados (norma da empresa para quem não faltasse ao trabalho e tivesse bom comportamento).

Em fevereiro de 1962 ingressou no Curso Preparatório para a ETPC (Escola Técnica "Pandiá Calógeras"), da CSN e no ano seguinte, no CAI (Curso de Aprendizagem Industrial) seqüenciando com o GI (Ginásio Industrial) que substituía o 1º grau. Paralelamente fez o Curso de Eletricidade Básica, do SENAI, em convênio com a CSN apoiado pela Edina que era professora primária e com quem havia se casado e de cujo relacionamento gerou 4 filhos (2 casais, todos com cursos superiores em universidades públicas em áreas diferenciadas). Cursou o 2º Grau em colégio estadual e fez o Curso de Biologia tendo sido da 1ª turma da FERP/VR o que, levou-o a lecionar na ETPC a partir de 1963 devido a participação de um concurso forçando-o a deixar a área de eletricidade por causa de uma amnésia advinda de um atropelamento de moto que o deixou de licença médica por 2 anos.

Durante estes Cursos fez vários outros de aperfeiçoamento patrocinados pela CSN e como católico ativo participou de diversas coordenações em pastorais fazendo parte, até, do Conselho Episcopal e como membro ativo da direção da SSVP (Sociedade São Vicente de Paulo). Depois de aposentado fundou e dirigiu várias ONGs, como destaque a RECICLAR/VR (Associação dos Catadores de Resíduos Sólidos de Volta Redonda) e GVMS (Grupo Vocal "Melos Shalom" atualmente com 23 anos de funcionamento, apoiando a Edina como regente). Participou de vários conselhos municipais como diretor de Interesse Agro-Pastoril da ACIAP/VR (Associação Comercial Industrial Agro-Pastoril de Volta Redonda).

É criador do PROJETO LIXO ZERO desde que se casou, em 1966, tendo como colaboradora a sua esposa. Há cinco anos criou o sistema de tratamento do esgoto doméstico de sua casa, circulando toda a água resultante do consumo até mesmo para descargas sanitárias. Criou e construiu uma casa de 400 m² quase totalmente com material reciclado.



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